PG defende crescimento metropolitano sustentável
Data da Notícia 15/10/2009Cidade sediou 2º Fórum de Trabalho do Planejamento Ambiental Estratégico
AMAURI PINILHA

Encontro: melhorias para a Região
Praia Grande reforçou sua posição em defesa do crescimento metropolitano sustentável durante o 2º Fórum de Trabalho do Planejamento Ambiental Estratégico na Baixada Santista e Litoral Norte - Porto, Indústria, Naval, Offshore (PINO). A Cidade sediou, na noite de quarta-feira (14), mais uma reunião do grupo. Durante o encontro ocorreu prestação de contas do avanço dos estudos propostos e das oficinas já desenvolvidas.
O Planejamento Ambiental Estratégico tem como objetivo promover a sustentabilidade socioambiental da região litorânea de São Paulo, subsidiando a política de desenvolvimento do governo do Estado. Trata de temas como atividades portuárias, industriais, de construção naval e de exploração e produção de petróleo e gás natural da área do pré-sal.
“Esse tipo de discussão conta com profissionais gabaritados e técnicos especializados. Buscamos o crescimento consciente sabendo de seus reflexos e necessidades para serem trabalhados. No decorrer do processo, passaremos por mais uma rodada de debates estudando de forma específica cada tema proposto em oficinas”, explicou o vice-prefeito e secretário de Assuntos Metropolitanos (Same), Arnaldo Amaral.
Segundo Arnaldo, o Planejamento Estratégico é um trabalho voltado à questão metropolitana. “Cada cidade tem sua luta, mas todos nós entendemos que o crescimento de um município dependerá do outro. A Região da Baixada Santista terá esse desenvolvimento e juntos debateremos os assuntos”, disse.
O vice-prefeito destacou ainda a qualidade dos profissionais da Administração Municipal envolvidos na processo. “Praia Grande tem corpo técnico forte que trata desses temas. Desde a gestão do ex – prefeito Alberto Mourão, o Município já vinha se preparando de forma planejada para este momento. Essa equipe, reunida já algum tempo, está à frente desse trabalho”.
Estudos – Para o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Casemiro Tércio Carvalho, estas discussões podem formatar projeto jamais visto no País. “Todos os setores da sociedade estão envolvidos neste tipo de fórum. Trata-se de uma iniciativa inédita com objetivo de promover o crescimento sustentável, impedindo que os zoneamentos de áreas verdes sejam devastados”, disse.
De acordo com estudos da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg), o litoral paulista tem potencial para receber, no mínimo, um estaleiro de grande porte e dois pequenos, além de três bases de apoio marítimo (supply bases), aeroportos, heliportos e áreas industriais que somariam 3 milhões de m2.
Com estimativa baseada no estudo apresentado, a Região deve atrair R$ 6 bilhões em investimentos levando em consideração apenas empreendimentos na área portuária. “Devido a estes números e altos valores devemos definir diretrizes de atuação bem claras para trazer esses benefícios e ao mesmo tempo, prevenir resultados indesejados em termos urbanos, sociais e ambientais”, reforçou o coordenador ambiental. Estatísticas desta notícia:
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