Servidores da Saúde passam por capacitação
Data da Notícia 06/10/2009Treinamento anteviu assuntos do Simpósio de Mortalidade, que ocorre este mês
Praia Grande realiza no próximo dia 16 o 1º Simpósio de Mortalidade Infantil, sob tema “Reduzindo a mortalidade infantil: um momento de reflexão”. Mas, para oferecer uma introdução ao assunto, os funcionários da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) reuniram-se nesta segunda-feira (5) para capacitação com professores da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) – gerida pela Fundação do ABC (FuABC), a mesma do Hospital Irmã Dulce.
Divididos em dois grupos, os cerca de 300 profissionais da área da Saúde participaram do treinamento na assistência ao pré-natal e ao recém-nascido no auditório Jornalista Roberto Marinho, no Bairro Mirim. “O intuito foi orientar nossos funcionários a monitorar e, também, reduzir drasticamente os índices de mortalidade infantil”, disparou o chefe do Departamento de Saúde Pública, Luiz Carlos Marono.
Uma das coordenadoras do encontro, a médica Rosane Ferreira Muniz, do Apoio Técnico à Saúde da Criança e Adolescente da Sesap, enfatizou que o treinamento foi programado porque a mortalidade está “muito ligada” ao pré-natal e também à assistência ao primeiro ano de vida. “As aulas são complementares com profissionais do Hospital Israelita Albert Einstein, da Capital”, citou. O encontro reuniu profissionais das Unidades Básicas de Saúde (Usafas e Multiclínicas) - médicos, enfermeiros, auxiliares, agentes comunitárias e dentistas.
Primeiro palestrante, o professor titular de Pediatria da FMABC, Drauzio Viegas, explicou que o encontrou abrangeu todo trabalho da equipe multidisciplinar. “Tentamos focar na Saúde para que médico, enfermeira, assistentes sociais pudessem entender seu papel. Aqui, pudemos ver que esses funcionários têm interesse pela atualização e, mais do que isso, pela humanização: usar os conhecimentos com sensibilidade”. A Sesap lançou a Política Municipal de Humanização, Atenção e Gestão em julho último.
Regente da FMABC, o obstetra Mauro Sancovski comentou que a ideia era sensibilizá-los para que esses profissionais se interessem em fazer um bom pré-natal. “Quando você analisa os índices de mortalidade, um dos componentes é o da assistência obstétrica. Mas muitas coisas acontecem após o parto e a criança pode não morrer. Podem ocorrer sequelas. Bebês que nascem abaixo do peso, podem - no futuro - enfrentar problemas como diabetes e hipertensão. E, se tivessem nascido com acompanhamento no pré-natal, elas teriam uma melhor condição de vida”, finalizou. Estatísticas desta notícia:
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